sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Desabafo de um Médium


Por Gabriel Huff Marques

Escrevo este texto com o intuito de expressar as dificuldades que um médium iniciante passa no decorrer de seu caminho espiritual dentro da nossa Umbanda tão querida.
Cresci na religião, desde pequeno. Sabe quando as criancinhas ficam dentro da corrente, num cantinho? Pois é, era eu!
A fase de início de um médium talvez seja a fase mais difícil no seu caminho dentro da espiritualidade. Tudo é novidade, o médium tende a ficar ansioso, com medo e receio.
Passa um turbilhão de coisas na cabeça de um médium iniciante e ele ainda precisa manter a concentração, saber a hora certa de se entregar e manter o laço espiritual criado firme e forte.
Nossa! Quanta coisa, né!? Se todos soubessem como é difícil passar por esse momento, não fariam cara feia para o médium depois que ocorre a desincorporação, não olhariam torto para ele.
É um momento de descoberta, novidades, onde, aos poucos, ele vai se doando cada vez mais, deixando o guia tomar conta da matéria e mostrar sua personalidade, jeito de agir, caminhar, tom de voz, etc.
Um médium iniciante tem de lidar com tantas coisas em sua cabeça ao mesmo tempo, que, às vezes, é preciso ter uma maneira mais delicada, sutil ao dar um conselho, até mesmo repreender alguma atitude do médium ou da própria entidade.
É preciso ter paciência com médiuns novos, não importa se você
tem que ter uma conversa, duas ou quantas vezes forem necessárias.
Se o erro não acontece por “maldade” do médium, é preciso
ter paciência por parte dos irmãos e dirigentes da Casa.
Muitas são as razões que fazem um médium iniciante deixar o seu
caminho espiritual de lado: medo de estar se passando pela entidade, confusão em função da incorporação ser praticamente consciente, represálias, pressões e até mesmo inveja.
Sim. Inveja! E de onde ela vem? Dos próprios elos dessa corrente
mediúnica. Ao passo que um médium vai se “firmando” com determinada entidade, essa vai agindo de acordo com seu modo específico de “trabalhar”.
Algumas entidades são mais quietas, reservadas, outras são mais agitadas, se movimentam mais, estalam dedos, puxam Pontos e etc.
Infelizmente alguns médiuns não entendem que o modo particular de trabalho de seu Guia é o que o torna tão especial e bonito, e acabam por desejar, inconscientemente, que seu guia fosse como o do seu irmão.
Já pensou passar por tudo isso sem estremecer? É praticamente
impossível. Por último, vou encerrar dizendo que a Umbanda é muito mais do que se pode ver e sentir

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Inscrições abertas para Curso de Cura Elemental

Muitos dos problemas de saúde que temos atingem primeiramente os corpos espirituais até chegarem ao corpo físico. Este curso canalizado pelo médium e mago Douglas Santos, é justamente para trabalharmos a cura em seu amplo sentido, resgatando os conhecimentos ancestrais dos caboclos curadores.
As inscrições estão abertas no próprio Recanto ou preenchendo o formulário AQUI

domingo, 21 de agosto de 2016

Reforma íntima na Umbanda

Fonte: Instituto Chico Xavier
Um dos grandes desafios dos médiuns é lidar com as mudanças internas, desfazer-se do egocentrismo e do umbiguismo para conseguir se colocar no lugar do outro e, a partir da sua própria reforma íntima, mudar pensamentos, palavras e ações e conseguir praticar a caridade, sem julgar, sem condenar, sem pressionar.
É um trabalho lento e gradual que deve se iniciar de dentro para fora, para que a luz do médium brote e se expanda. Só com a reforma íntima já se consegue o necessário para aprender a dar e receber, que é a troca necessária que o Universo exige de todos que querem se auxiliar a si e aos seus semelhantes que nossos guias sempre nos ensinam, com paciência e dedicação.

Como conseguir realizar esta reforma íntima. Encontrei estas 20 dicas de Francisco Cândido Xavier e que será útil para todos que queiram atuar melhor sua com seus dons mediúnicos, iluminando-se e sentindo feliz com sua missão espiritual.

Chico Xavier e os 20 exercícios para Reforma Íntima


1. Executar alegremente as próprias obrigações.
2. Silenciar diante da ofensa.
3. Esquecer o favor prestado.
4. Exonerar os amigos de qualquer gentileza para conosco.
5. Emudecer a nossa agressividade.
6. Não condenar as opiniões que divergem da nossa.
7. Abolir qualquer pergunta maliciosa ou desnecessária.
8. Repetir informações e ensinamentos sem qualquer
azedume.
9. Treinar a paciência constante.
10. Ouvir fraternalmente as mágoas dos companheiros sem
biografar nossas dores.
11. Buscar sem afetação o meio de ser mais útil.
12. Desculpar sem desculpar-se.
13. Não dizer mal de ninguém.
14. Buscar a melhor parte das pessoas que nos comungam a experiência.
15. Alegrar-se com a alegria dos outros.
16. Não aborrecer quem trabalha.
17. Ajudar espontaneamente.
18. Respeitar o serviço alheio.
19. Reduzir os problemas particulares.
20. Servir de boa mente quando a enfermidade nos fira.

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Matrícula abertas para Magia Divina das 7 Chamas em Agosto

Inscrições abertas para 

Magia das 7 Chamas Sagradas!

Estão abertas as inscrições para o curso de Magia Divina das 7 Chamas Sagradas no Recanto Sagrado Ubiratan, em Itaquera com início em 13 de agosto, sábado, das 12h às 14h, com a maga iniciadora Sandra Sagrado - MI 830

Esta foi a primeira Magia Divina que o Mestre Rubens Saraceni recebeu da espiritualidade. Importantíssima para auto-proteção e entendimento das funções da Magia Divina que se volta somente para a prática do bem e da cura espiritual, consciencial e física, de acordo com as necessidades e merecimentos dos atendidos e a vontade de Deus, nosso Divino Criador!

Através da Magia Divina das 7 Chamas Sagradas, também conhecida como Magia do Fogo, o mago aprende os fundamentos básicos da Escrita Mágica dos 14 Tronos de Deus, além dos Tronos da Vitalidade e do Desejo. Aprende os símbolos, signos e estrelas de cada trono, espaços mágicos, mandalas, cabalas e pontos riscados. A Magia Divina serve somente para o bem e permite aos magos limpar, purificar, combater e descarregar magias negativas, cortar demandas, bem como realizar tratamentos e cura à distância.

Atendendo a pedidos, agora estamos formando turmas aos
Sábados, das 12h às 14h com aula inicial dia 13 de agosto de 2016

Inscreva-se AQUI pelo site www.recantosagradoubiratan.com ou na aula inicial, na sede do Recanto, à Victório Santim, 1511 - Vila Carmozina - Itaquera - São Paulo/SP
O curso terá a duração de  5 meses, com mensalidade de 60 reais.
Informações:  recantosagradoubiratan@gmail.com

domingo, 26 de junho de 2016

O que tem a ver Xangô com São Jerônimo?


No dia 24 de junho sempre comemoramos o Dia do Orixá Xangô, quarto Trono de Deus, responsável pela Justiça, Divindade que atua com o equilíbrio dos seres, nunca foi humano e é uma energia Divina. Quando há comemorações de Xangô, a imagem apresentada é de São Jerônimo com um leão ao lado, um santo católico do ano 340 DC. Recentemente, uma pessoa da assistência me perguntou: Mãe, o que tem a ver Xangô divindade de Deus com um santo católico. Por isso, fiz este artigo.

Por Sandra Sagrado


Primeiramente, vale lembrar que a Umbanda é o culto à natureza e os Orixás são energias regentes da natureza, são Divindades, Tronos de Deus, nunca foram gerados como seres humanos, mas suas irradiações vivas e divinas sobre os seres que estão sobre elas lhes dão certas características peculiares.
Os Orixãs vem do culto africano das Divindades e, em virtude dos africanos negros terem sido trazidos à força para o Brasil como escravos, se viram obrigados a esconder sua espiritualidade e religião, realizando o sincretismo para que pudessem sobreviver e conseguirem manter sua crença, mesmo às escondidas.
Naquela época, o sincretismo se fazia necessário por uma questão de resistência cultural e sobrevivência física, já que os africanos sofriam muito nas mãos dos senhores de escravos que queriam controlar suas vidas, seus corpos e suas almas, não permitindo até que estivessem com a mesmas pessoas das famílias, separando parentes e até tribos que de idioma igual para impedir que se comunicassem.
Em África, o culto aos Orixás era territorial, visto que em cada lugar se cultuava um Orixá que era sustentador espiritual do povo da região de culto. Ao chegarem escravizados no Brasil, muitas tribos de diferentes locais se misturaram, ampliando assim o culto aos Orixás ampliando o número de Divinidades Cultuadas. Não entendendo estas diferenciações culturais e exercendo uma total dominação cultural, a igreja da época quis a todo custo "evangelizar" africanos e indígenas, que foram proibidos de expressar suas crenças originais.
Daí surgiu o sincretismo para suportarem o duro período em que viviam.
O Sincretismo hoje se tornou desnecessário, já que a liberdade de expressão de crenças religiosas é permitida. No entanto, devido ao longo tempo de educação cristã católica, uma boa parte dos umbandistas, ainda associa ou prefere associar Xangô a São Jerônimo, tal qual faziam antes os africanos escravizados, por uma questão de educação cultural. Abaixo, saiba sobre Xangô e sobre São Jerônimo. Pode-se dizer que São Jerônimo era um filho de Xangô, devido seu senso de Justiça e retidão. Eu ainda prefiro o Xangô sem sincretismo, pois é uma energia maravilhosa que equilibra os seres em todos os sentidos da vida, dotando a todos com razão e retidão, de acordo com o merecimento Divino.

Xangô


O Orixá Xangô é o Trono Natural da Justiça e está assentado no pólo positivo da linha do Fogo Divino, de onde se projeta e faz surgir sete hierarquias naturais de nível intermediário, pontificadas pelos Xangôs regentes dos pólos e níveis vibratórios intermediários da linha de forças da Justiça Divina. Estes sete Xangôs são Orixás Naturais; são regentes de níveis vibratórios; são multidimensionais e são irradiadores das qualidades, dos atributos e das atribuições do Orixá maior Xangô.
Eles aplicam os aspectos positivos da justiça divina nos níveis vibratórios positivos e polarizam-se com os Xangôs cósmicos, que são os aplicadores dos aspectos negativos da justiça divina. Como, na Umbanda, quem lida com os regentes desses aspectos são os Exús e as Pomba-Giras.
Os Xangôs intermediários, tal como todos os Orixás Intermediários, possuem nomes mântricos que não podem ser abertos ao plano material. Muitos os chamam de Xangô da Pedra Branca, Xangô Sete Pedreiras, Xangô dos Raios, etc. Enfim, são nomes simbólicos para os mistérios regidos pelos Orixás Xangôs Intermediários. Só que quem usa estes nomes simbólicos não são os regentes dos pólos magnéticos da linha da Justiça, e sim os seus intermediadores, que foram “humanizados” e regem linhas de caboclos que manifestam- se no Ritual de Umbanda Sagrada comandando as linhas de trabalhos de ação e reação.
Eles são os aplicadores “humanos” dos aspectos positivos da justiça divina.
Logo, se alguém disser: “Eu incorporo o Xangô tal”, com certeza está incorporando o seu Xangô individual, que é um ser natural de 6° grau vibratório, ou um espírito reintegrado às hierarquias naturais regidas por estes Xangôs. Nem no Candomblé se incorpora um Xangô de nível intermediário ou qualquer outro Orixá desta magnitude. O máximo que se alcança, em nível de incorporação, é um Orixá de grau intermediador. Mas no geral, todos incorporam seu Orixá individual natural, ou um espírito reintegrado às hierarquias naturais e, portanto, um irradiador de um dos aspectos do seu Orixá maior.

São Jerônimo


São Jerônimo nasceu na Dalmácia, hoje Croácia, no ano de 340. Sua família era rica, culta e de raiz cristã. Ele era filho único e herdou uma pequena fortuna de seus pais. Após a morte deles, Jerônimo foi morar em Roma, onde estudou retórica, que é a arte de falar bem, oratória, com os melhores mestres da época.  Foi  batizado somente aos vinte e cinco anos  pelo Papa Libério. Depois disso, recolheu-se com monges para estudo da bíblia, procurando traduzir versículos da Bíblia que serviram de base para a tradução bíblica da igreja aprovada  no Concilio de Trento. 
Após este trabalho, morou em Belém, como monge num mosteiro fundado por Santa Paula, sua grande amiga e auxiliadora nos trabalhos de estudo e tradução da Bíblia.
São Jerônimo morreu com quase 80 anos no dia 30 de setembro do ano 420 e é o Padroeiro dos estudos bíblicos, dos estudiosos da Bíblia. O dia da Bíblia foi colocado no dia de sua morte.

domingo, 5 de junho de 2016

Empatia, importantíssimo para a prática da caridade

Ouvimos muitas pessoas com suas queixas e, quando não estamos ainda embuídos do sentimento de caridade, sempre pensamos, que não é problema nosso. Quando voce é umbandista, esta prática precisa ser repensada. Senão, como praticar a caridade? Para entendermos as pessoas, é preciso praticarmos a empatia.
Por Mãe Sandra Sagrado

A reprodução deste texto é autorizada desde que citada a fonte.

O que é a empatia?

É a atitude de se colocar no lugar do outro para entender o seu problema. Voce não precisa passar pelos mesmos problemas para entender o que o outro está passando, mas pode se colocar no lugar dele e imaginar-se o que faria e como faria naquela situação e solidarizar-se com a pessoa. Quando consegue fazer isso, está mais próximo da prática da empatia e mais distante dos julgamentos desnecessários que só atrasam a evolução, criam fofocas e comentários desnecessários a boa união dos irmãos umbandistas.

Vamos tentar?

Imagine que uma família inteira está sofrendo assédio espiritual e uma das pessoas está praticamente adoecendo e tendo dores em todo o corpo por conta de espírito perturbadores e sua fala se torna difícil e repetitiva e ela briga contra tudo e todos para se manter de pé. 
Voce tem que se colocar no lugar da pessoa para saber o que faria, como pediria ajuda, como no templo poderia se fazer para ajudar o mais rápido possível, mesmo não estando incorporado, que rezas, que magias divinas que devem ser feitas neste caso, qual o tratamento a curto, médio e longo prazos. E confirmar com os guias quais os melhores tratamentos, porque muitas coisas são os próprios médiuns que precisam fazer e recorrer ao guia para confirmação.

Já se imaginou nesta situação?

Proponho a cada umbandista se colocar no lugar daquele que ele fica rindo entre bocas e soltando olhares. Coloque-se no lugar do irmão, imagine-se na situação dele, seja solidário e pratica a caridade, primeiro compreendendo e esquecendo os julgamentos desnecessários.

Para praticar a empatia, voce precisa primeiro perguntar a si mesmo: Por que esta pessoa está falando e agindo assim? O pode pode estar gerando este problema? Como poderei ajudar sem estar incorporado?


Se já conseguiu responder, já é um grande passo para ser um grande médium, solidário e praticar a empatia e deixar os julgamentos desnecessários de lado e aí sim, praticar a caridade. Afinal, a Umbanda é a incorporação para a prática da caridade. Voce tem que estar incorporado da caridade primeiro para depois conseguir incorporar os espíritos caridosos. Muitas vezes, é só isso que falta para dar um salto de qualidade em sua incorporação e em seu trabalho. Sair do próprio eu e praticar a empatia.

 Já pensou nisso?

quinta-feira, 12 de maio de 2016

Qual sua religião: Umbandista!

Por Pablo Araújo "Me perguntaram: qual é sua religião? respondi: sou Umbandista. Me perguntaram: de qual vertente? E eu respondi: hã não entendi? E continuei..."
Ora, eu sou Umbandista, da Umbanda fundada por Pai Zélio Fernandinho de Moraes através do Caboclo das Sete Encruzilhadas.
Me afirmaram: ah mas, incorporação de Caboclo e pretos velho já existia antes do Zélio fundar a Umbanda.
Respondi: a incorporação de índio e de antigos sacerdotes africanos sim existiam, como de outros espíritos que tinham no seu par encarnado o dom mediúnico de incorporação, sabemos que esse dom não é exclusivo de uma denominação religiosa e já existe desde que o tempo é tempo. Porém, Caboclo e Preto-velho são graus religiosos e patente espiritual ou seja, linhas de trabalhos, portanto vinculadas a uma via evolucionista denominada religião de Umbanda. A manifestação livre de espíritos seja qual for sua etnia, sempre existiu, porém uma via religiosa que agregasse espíritos sobre seu manto protetor ordenando essas manifestações, ah esse só veio com o advento e surgimento da Umbanda, que nasceu de uma necessidade de espíritos que já cultuavam e adoravam Deus através do culto a natureza e que em espírito não encontravam uma via religiosa na qual pudessem servir Deus inspirando através do dom da incorporação seus pares mediúnicos que se encontravam encarnados.
A maioria desses espíritos eram de etnia índígena e africana, devido a extinção das religiões tidas como naturalistas que se voltavam a Deus na forma do culto a natureza e suas divindades amparadoras dos seres.

Espíritos e mais espíritos oriundos dessa tradição natural de se voltar a Deus desencarnavam e não tinha uma forma espiritual e religiosa de continuarem a servirem Deus com aquilo que tinham de melhor. Encontravam barreira no espiritismo kardecista que os viam como espíritos atrasados. No culto de nação africana da época também eram tidos como eguns que não acrescentava nada na religião, pois o culto é voltado exclusivamente para o Orixá.

Sendo assim, o criador de tudo e de todos sempre que há uma necessidade de alterar um estado de consciência, inspira espíritos elevados para que abram uma via evolucionista (religião) para que seja suprida as necessidades de espíritos encarnados e desencarnados para que viva sua espiritualidade e religiosidade de forma luminosa, sendo um novo caminho de retorno ao Pai.

Sendo assim o dom de incorporar espíritos sempre existiu, porém de uma forma ordenada e codificada só uma instituição religiosa criada primeiro na espiritualidade e depois fundada no plano material é capaz de realizar.

Sendo assim. Caboclo e preto-velho são graus espirituais que passaram a existir na Umbanda assim que a mesma foi fundada. Unicamente lembrando que a incorporação de índios e negros já existiam, o que é diferente de Caboclo e preto-velho que são graus espirituais que arregimentam espíritos de todas as vertentes espirituais que já adoravam Deus através da natureza (água, rios, lagos, matas etc.) a Umbanda é pluralista desde seu nascedouro, pois a ordem do fundador da Umbanda ( Caboclo das sete encruzilhadas) foi "com os espíritos mais evoluídos aprenderemos, ao menos evoluídos ensinaremos e a nenhum encarnados ou desencarnados renegaremos"

E todos os espíritos, não importando sua etnia e cultura em uma outra encarnação, seriam acolhidos e agregados aos graus de Caboclo e Preto-Velho que são patentes religiosas e via evolucionista de retorno ao Pai, onde se agregam a esses e a outros graus e linhas evolucionistas de Umbanda e passam a servir Deus não mais com seus nomes e identidades pessoais, mais sim com nomes e graus divinos onde se reintegraram e, reintegrados servem Deus e os Orixás suas divindades naturais, abandonando sua identidade pessoal e se integrando a uma corrente coletiva, onde não há destaques e todos se manifestam através do mesmo grau, simbolizando assim a igualdade perante Deus.

Entendemos que a Umbanda é sim uma religião pluralista, porém não há uma "umbanda" melhor que outra. O que há é uma forma peculiar de culto inspirada pelo mentor espiritual de um templo que traz conhecimentos antigos que sedimentaram sua evolução e os aplica dentro do seu templo de Umbanda. É só isso! 
Na minha forma de enxergar as coisas, ver de uma outra forma seria o mesmo que criar uma religião dentro de outra religião. Cada templo religioso traz em si sua própria dinâmica e formas de trabalho, visto a ascendência do mentor de frente do sacerdote e a regência do Orixá de cabeça do mesmo, pois a Umbanda é o ritual do culto à natureza, tanto a natureza externa e terrestre, como a natureza íntima que herdamos de Deus através dos Orixás.

É visível a diferença existente na condução de um trabalho espiritual de Umbanda regido por um filho ou filha de Iansã e a condução de um trabalho por um filho ou filha de Iemanjá.
Cada divindade traz sua natureza individual manifestadora das qualidades de Deus e assim o último elo dessa corrente espiritual (nós) também trazemos uma natureza pessoal em acordo e afim com a natureza da divindade no qual fomos imantados. Ainda trazemos as influência dos nossos guias espirituais que trazem um conhecimento espiritual peculiar das religiões já vivenciadas por ele e que muito contribui com os atendimentos mediúnicos e magísticos.

Confundir isso com novas "vertentes" de Umbanda, na minha pessoal opinião é no mínimo dividir ou segregar o corpo religioso instituído como religião de Umbanda. Se o seu guia ou mentor em outra encarnação vivenciou sua religiosidade com intensidade em um culto tradicional de nação africana, é normal que ele abra determinados conhecimentos que ele é detentor e que é muito válido na ajuda do próximo em seu atendimento magístico-espiritual, porém fundar uma denominação umbandista dentro da Umbanda só porque você traz em si essa origem espiritual é dividir o que é para ser uno.
Se o seu mentor traz sua última vivência religiosa oriunda do hinduísmo e que manifesta em seu trabalho magístico-espiritual um conhecimento amparador das pessoas, ótimo isso é válido, porém abrir uma nova vertente dentro da Umbanda é torna-la frágil enquanto religião.

O pluralismo e liberdade de culto dentro da Umbanda é legítimo e visto com bons olhos, porém "vertentes" ou "denominações" individualiza o que é e deve ser coletivo. Não queremos ver nossa religião tão nova e em franco crescimento e fundamentação, como as denominações neo-pentencostais que se digladiam umas contra as outras dizendo: aqui está a mão de Deus, outra dizendo é só aqui que é possível a realização de verdadeiros milagres, etc. A religião que começa a se dividir também começa a enfraquecer.

Se trazemos um guia Preto-velho em que em sua última encarnação vivenciou o culto puro de nação e ele que é mentor de um templo, recomenda que ali deverá trabalhar com o chão coberto de folhas e que toda iniciação deverá ser feita com o recolhimento do filho de santo que vai ser iniciado, isso não quer dizer que este seja um terreiro de "umbandomblé" e sim que é um terreiro de Umbanda que toca seu trabalho de uma forma mais tradicional devido a influência e formação religiosa do mentor espiritual dessa casa. Entendendo isso, o terreiro de Umbanda continua sendo de Umbanda e ponto final.

(Relembrando uma conversa com o mestre Rubens Saraceni, lembro que ele me disse: Pablo, quando eu nasci já existia a Umbanda e eu como você aprendi essa mesma Umbanda fundada pelo pai Zélio, eu não fundei uma Umbanda sagrada, pois a Umbanda como qualquer outra religião é sagrada e sempre que nos voltamos a Deus, nos voltamos ao lado sagrado da criação e toda religião reflete o lado sagrado de Deus, porém devido ao título dos livros de estudo de Umbanda psicografados por mim trazerem essa nomenclatura Umbanda Sagrada, os "rotulistas de plantão" criaram e me rotularam como um criador de uma vertente nova "Umbanda Sagrada" e como fama é algo que pega e não adianta esforços para negar essa fama e de tanto cansar de explicar deixei as coisas tomarem as proporções por sí só, tal como foi com o livro Código de Umbanda que embasado no título já me rotularam como codificador da Umbanda e outras coisas mais. O que eu fiz foi dar vazão a todo um fluxo de conhecimentos novos dentro da Umbanda através dos mestres que junto de mim traziam essa missão, e só isso. Uma nova vertente, Isso não foi criado por mim e sim pelas mentes "férteis" e rotuladoras).
Sendo assim contínuo com minha resposta: Sou Umbandista e isso já basta!
Mais pluralidade sim, pois a nossa religião se destaca de forma ímpar por ser exatamente como ela é, plural, porém isso na minha particular opinião, menos umbandas dentro da Umbanda, pois a Umbanda é: tradicional, renovada, Sagrada, branca, de pé no chão, de mesa, pura, mesclada, cruzada, de demanda, de nação, cristã, natural, etc. A Umbanda é tudo isso em sí e nós somos isso no particular, o problema está em fundamentar o relativo (particular) como sendo absoluto (coletivo).
Sendo assim ainda contínuo com minha resposta: Sou só Umbandista e só isso já basta! E você?

Ao copiar este artigo mencionar a fonte web artigos e o autor Pablo Araújo de Carvalho.